Yoko Taro, o diretor por trás de NieR: Automata, ofereceu uma visão direta e sem filtros sobre o desenvolvimento de videogames. Segundo ele explicou junto a Hideki Kamiya, o processo criativo não parte de uma ideia brilhante, mas de uma realidade mais mundana: o dinheiro disponível. Orçamento, recursos, tempo e equipe definem os limites do projeto, e não o contrário.
O talento da equipe dita o design do jogo 🎮
Taro foi claro ao apontar que o pessoal é o recurso mais valioso em qualquer estúdio. Em vez de buscar pessoas que se encaixem em uma visão predefinida, o jogo deve se adaptar às capacidades reais da equipe. Isso implica ajustar mecânicas, escala e até o gênero de acordo com o que os desenvolvedores sabem fazer bem. Uma lição prática para estúdios pequenos que sonham com grandes ideias sem ter a equipe para executá-las.
Spoiler: seu jogo indie não se fará com boas intenções 💸
Então já sabe, se está planejando seu próximo RPG épico com gráficos de última geração, certifique-se de ter uma conta bancária igualmente épica. Porque segundo Yoko Taro, a inspiração divina não paga as horas extras nem as licenças do Unity. No final, o verdadeiro protagonista do desenvolvimento não é o herói do jogo, mas o Excel com os números do orçamento mensal.