Sea of Stars conseguiu captar a atenção dos amantes de RPG retrô graças à sua proposta visual. O título combina a arte pixelada tradicional com uma iluminação dinâmica em tempo real, um contraste que não é fácil de executar. Desenvolvido em Unity, o jogo demonstra que é possível homenagear os clássicos sem abrir mão de técnicas modernas. O resultado é um mundo vivo que respira através de seus sprites e efeitos de luz.
O motor Unity e Aseprite como base técnica 🎮
A equipe da Sabotage Studio utilizou Unity para gerenciar a iluminação dinâmica e as físicas leves do jogo. Os sprites e fundos foram criados no Aseprite, uma ferramenta especializada em pixel art. A chave técnica está em como o Unity processa a luz sobre esses sprites sem perder a estética de baixa resolução. São aplicados shaders personalizados para simular reflexos e sombras suaves, algo que na era dos 16 bits era impensável. O motor também permite uma transição fluida entre os ciclos de dia e noite.
A iluminação que faz um pixel parecer uma lâmpada 💡
Ver um personagem de 16 pixels de altura projetar uma sombra realista sobre uma árvore igualmente quadrada é uma experiência que faz você se perguntar se estamos em 1995 ou em 2023. A iluminação dinâmica consegue fazer até uma tocha de 8 bits parecer ter vida própria. Claro, não espere que seu PC da era dos anos 90 consiga rodar isso; até os pixels precisam de sua placa de vídeo moderna. É como colocar um foco LED em um Game Boy: funcional, mas estranhamente bonito.