Micróbios ultrapequenos sobrevivem no inferno de Dallol

25 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Cientistas espanhóis e franceses identificaram arqueas ultra pequenas no vulcão Dallol, na Etiópia, o ambiente mais hostil do planeta com vida. Esses microrganismos, mil vezes menores que as bactérias, prosperam em águas a quase 100 graus e um pH mais corrosivo que o ácido sulfúrico. A descoberta, publicada em 2019, redefine os limites da vida e abre novos caminhos para a astrobiologia.

Células de arqueas microscópicas flutuando em água fervente ácida no vulcão Dallol, formações minerais ricas em ferro ao redor da fonte termal, close-up extremo mostrando organismos ultra pequenos comparados a uma escala de régua, aberturas térmicas brilhantes liberando vapor, equipamento de amostragem científica parcialmente submerso, paisagem vulcânica dramática ao fundo, visualização microbiológica fotorrealista, poços ácidos amarelos e verdes brilhantes, iluminação térmica intensa, estruturas celulares hiperdetalhadas com membranas translúcidas, estilo de ilustração científica cinematográfica

Tecnologia de detecção para ambientes extremos 🔬

Para capturar essas arqueas, a equipe combinou microscopia eletrônica de varredura e análise genômica de amostras filtradas com poros de 0,2 micrômetros. As células medem entre 0,1 e 0,3 micrômetros, o que obrigou o uso de técnicas de sequenciamento de alto rendimento para evitar contaminação. O método empregado pode ser aplicado em futuras missões a Marte ou Encélado, onde condições semelhantes poderiam abrigar vida microbiana de tamanho reduzido.

O vizinho que não convida para jantar 🍽️

Dallol é o lugar onde até as bactérias precisam marcar hora. Com 41 graus de média e poças de ácido, esses micróbios parecem ter lido o manual de sobrevivência extrema. Talvez a NASA devesse enviar a eles um pedido de aluguel. Claro, se algum dia colonizarmos Marte, alugar um espaço neste vulcão etíope será mais caro que um apartamento no centro de Madri.