Um relógio de alta complicação e edição limitada parou de funcionar sem apresentar danos externos. A perícia técnica recorreu a um Micro-CT 3D para escanear o escape de âncora e as molas de silício em escala micrométrica. A reconstrução volumétrica no VGSTUDIO MAX revelou uma trinca por fadiga, invisível ao olho humano. A origem da falha foi identificada como um choque térmico extremo que induziu tensões internas no material.
Reconstrução volumétrica e análise de tensões no MATLAB 🔬
O processo começou com a aquisição de dados por Micro-CT 3D, gerando uma nuvem de pontos de alta resolução. No VGSTUDIO MAX, foi realizada a segmentação e reconstrução volumétrica da mola de silício, permitindo isolar a zona fraturada. A geometria foi exportada para o MATLAB para executar uma simulação de elementos finitos. O modelo carregou as condições de choque térmico, revelando um ponto de concentração de tensões que ultrapassava o limite de fadiga do silício. A trinca, de apenas 15 micrômetros de largura, coincidiu exatamente com a zona de maior estresse simulado.
A microfadiga como novo padrão em perícia de luxo ⚙️
Este caso demonstra que as falhas mecânicas em peças de alta relojoaria já não se resolvem apenas com lupa e paquímetro. A combinação de Micro-CT 3D, VGSTUDIO MAX para reconstrução, MATLAB para simulação e ZBrush para modelagem de micro-peças permite detectar fraturas por fadiga induzidas por condições extremas. O silício, embora resistente à corrosão, é vulnerável a choques térmicos que geram trincas internas. Para a indústria, esta abordagem estabelece um protocolo de análise forense que previne falhas em futuros projetos de escapes.
Como a fadiga térmica em um escape de silício de alta relojoaria não é detectável externamente nem com técnicas convencionais, quais parâmetros específicos da análise micro-CT permitem diferenciar entre uma falha por fadiga e uma por defeito de fabricação neste tipo de materiais?
(PS: A fadiga de materiais é como a sua depois de 10 horas de simulação.)