Micélio impresso em três dimensões cria materiais vivos com propriedades elétricas

24 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Pesquisadores da Universidade Tecnológica de Delft conseguiram imprimir em 3D micélio vivo que se automonta com partículas funcionais. O método permite que as redes fúngicas cresçam e sejam funcionalizadas de forma seletiva, gerando materiais biohíbridos com condutividade ajustável. Uma nova forma de entender os materiais vivos.

Micélio fúngico branco sendo extrudado em camadas por um bico de impressora 3D sobre uma superfície de laboratório, hifas vivas se automontando ao redor de partículas metálicas brilhantes enquanto crescem e conectam circuitos elétricos, cabos finos conectados a eletrodos medindo condutividade ajustável, fundo de laboratório com telas mostrando gráficos de resistência em tempo real, iluminação azul fria de microscópio, pó de carbono disperso flutuando perto do crescimento fúngico, textura orgânica contrastando com hardware metálico, visualização de engenharia hiper-realista, detalhes microscópicos nítidos, profundidade de campo reduzida, render cinematográfico.

Crescimento direcionado e funcionalização seletiva do micélio 🍄

A equipe da TU Delft utiliza um processo de impressão 3D que deposita o micélio junto com partículas condutoras. Durante o crescimento, o fungo integra essas partículas em sua rede, criando caminhos elétricos precisos. Os pesquisadores controlam a disposição final do material ajustando a densidade das partículas e a velocidade de crescimento. O resultado é um material biohíbrido que combina a resistência natural do micélio com propriedades eletrônicas programáveis, sem necessidade de processos de fabricação complexos.

Cogumelos com carteira de eletricista ⚡

Agora os fungos não só decompõem troncos velhos, também aspiram a cabeamento de sua própria rede elétrica. Em breve veremos cogumelos pedindo um aumento de voltagem em vez de água. O próximo passo será ver um champignon pedindo um certificado de instalador elétrico de baixa tensão. Pelo menos, se o wifi falhar, já sabemos a quem culpar.