LA Noire, quinze anos do marco facial que só olhava para o rosto

19 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Já se passaram quinze anos desde que LA Noire nos deixou boquiabertos com seus interrogatórios. Sua tecnologia MotionScan, baseada em 32 câmeras HD capturando cada microgesto de atores reais, marcou um antes e depois na animação facial. Mas o corpo do delito, literalmente, ficou sem essa atenção: só era escaneado do pescoço para cima.

Primeiro plano do rosto de um ator em LA Noire, com 32 câmeras HD ao redor e o corpo desfocado, simbolizando o foco facial do jogo.

O gargalo dos dados e dos discos 💿

A enxurrada de dados gerada pelo MotionScan foi um desafio logístico. No Xbox 360, o jogo ocupava três discos; no PC, seis DVD-ROM. O único console que respirou foi o PS3, que usou um único Blu-Ray. O corpo do personagem era animado com técnicas tradicionais, criando um contraste entre rostos hiper-realistas e movimentos corporais mais rígidos. Uma divisão técnica que hoje parece arcaica.

Quando o corpo não estava à altura do rostinho 🕵️

É curioso que, com 32 câmeras para o rosto, ninguém pensasse em dedicar uma única às mãos. Ver Cole Phelps gesticular como um boneco de pano enquanto seu rosto mostra uma angústia digna de Oscar é tragicômico. A tecnologia era tão inovadora que esqueceram que os detetives também andam, não apenas franzem a testa.