Hideki Kamiya, criador de Devil May Cry e Bayonetta, voltou a gerar debate ao afirmar que é preferível cancelar um projeto do que publicá-lo em um estado deficiente. O veterano designer relembra sua experiência com Scalebound, título cancelado pela Microsoft, e aponta que até mesmo Resident Evil 2 foi descartado e refeito. Suas declarações colocam em pauta a tensão entre prazos de entrega e qualidade final na indústria.
O desenvolvimento como processo de descarte e refinamento 🎮
Kamiya considera que lançar um jogo medíocre prejudica mais a reputação de um estúdio do que não publicá-lo. No desenvolvimento, os cancelamentos permitem reavaliar mecânicas, desempenho e design sem pressões de prazo. O caso de Scalebound, um ambicioso título de ação, foi cancelado em 2017 pela Microsoft após problemas técnicos e de visão. Kamiya compara essa decisão com a de Resident Evil 2, que passou por uma versão descartada antes de se tornar o clássico que conhecemos.
Yoko Taro e a arte de fazer jogos que você nunca verá 🤖
Enquanto Kamiya defende os cancelamentos com argumentos de qualidade, Yoko Taro revela que a maioria de seus projetos dos últimos três anos foram cancelados. Dado seu histórico de títulos estranhos e existencialistas, talvez esses jogos descartados fossem tão raros que o mundo ainda não estava pronto para eles. Ou talvez tenham se tornado deprimentes demais, até mesmo para os padrões de Nier.