Hilma af Klint: a pioneira abstrata que a arte esqueceu

28 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

A artista sueca Hilma af Klint criou obras abstratas e geométricas antes de Kandinsky ou Mondrian, mas seu legado ficou oculto por décadas. Influenciada pelo esoterismo, quebrou barreiras de gênero e estilo. Agora, uma exposição no Grand Palais reivindica seu papel fundamental na história da arte, demonstrando que sua visão estava à frente de seu tempo.

Hilma af Klint in a sunlit 1906 Stockholm studio, paintbrush mid-stroke creating a large geometric abstract canvas with spirals and intersecting circles, spiritual symbols floating around her as she works, esoteric diagrams and botanical sketches pinned on wooden walls, oil paint tubes and glass jars of pigment on a rustic table, soft natural light casting shadows across her focused face and paint-stained hands, cinematic historical recreation, photorealistic period details, muted earth tones with vibrant blue and yellow accents, dust particles dancing in light beams, intimate artistic atmosphere

A revolução visual que antecipou a arte generativa 🎨

As composições de Hilma af Klint, com padrões repetitivos e formas geométricas, guardam uma semelhança notável com a arte generativa atual. Suas séries, como As dez maiores, empregam sequências de cor e simetria que lembram algoritmos visuais. Se tivesse tido acesso a ferramentas digitais, provavelmente teria explorado a programação de formas, antecipando-se também à abstração computacional que vemos hoje em instalações interativas e NFTs.

A avó dos NFTs que ninguém convidou para a festa 🤖

É irônico que Hilma af Klint pintasse abstrações espirituais no início do século XX e agora suas obras sejam vendidas por milhões em feiras de arte, enquanto os criadores de NFTs lutam para vender imagens de macacos pixelados. Se ela visse o mercado atual, provavelmente diria que preferia seus cadernos esotéricos a uma carteira de criptomoedas. Pelo menos, seu legado finalmente recebe o crédito que merece.