Clavijo exige que o cruzeiro com hantavírus não limpe em Canárias

09 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, ficou furioso ao saber que o navio de cruzeiro MV Hondius, com um surto ativo de hantavírus a bordo, poderia ser desinfetado em águas do arquipélago. Durante uma entrevista, Clavijo confirmou que sua conversa com a ministra da Saúde, Mónica García, foi tensa, pois ela não esclareceu se o navio seria tratado na região. A exigência é clara: que o navio siga rumo aos Países Baixos com a mesma tripulação.

Um mapa das Ilhas Canárias com um navio de cruzeiro vermelho cruzado por um sinal de perigo biológico e um X preto.

O dilema técnico de desinfetar um navio em alto-mar 🧼

A desinfecção de uma embarcação como o MV Hondius envolve protocolos específicos que vão além de uma simples limpeza. É necessária nebulização com peróxido de hidrogênio vaporizado em todas as cabines e áreas comuns, um processo que pode durar até 48 horas. Além disso, os filtros dos sistemas de ventilação devem ser substituídos e a água de lastro analisada. Sem um porto base autorizado, realizar essa operação em alto-mar é tecnicamente complexo e caro, o que explica a resistência das autoridades canárias em assumir o risco.

O navio fantasma que ninguém quer em seu porto 🚢

Parece que o MV Hondius se tornou o navio amaldiçoado dos mares, passando de um luxuoso cruzeiro a uma peste flutuante que todos evitam. Clavijo, como um porteiro de boate, disse ao navio: Você não entra, siga seu caminho para a Holanda. O curioso é que a mesma tripulação que pode estar contaminada é a encarregada de levar o vírus de volta para casa. Um plano perfeito: se não o desinfetarmos aqui, que o façam nos Países Baixos, onde com certeza o frio mata os bichos.