O Festival de Cannes testemunhou uma mudança de atitude entre os cineastas em relação à inteligência artificial. Longe da rejeição frontal, agora se impõe uma aceitação cautelosa. O diretor Xavier Gens, responsável pelo sucesso da Netflix Under Paris, afirmou que o uso de IA em sua produção teria reduzido o orçamento de efeitos visuais pela metade e o tempo de produção de um ano para apenas três meses.
IA generativa: o novo assistente de pós-produção 🎬
Gens explicou que ferramentas de IA generativa poderiam cuidar de simulações complexas de água e partículas, processos que atualmente exigem grande potência de cálculo e horas de renderização. A redução de custos não implica perda de qualidade, mas sim uma otimização dos fluxos de trabalho. O desafio está em integrar essas soluções sem que o resultado final perca o controle artístico do diretor. A indústria explora como a IA pode ser uma aliada, não um substituto.
O dilema do cineasta: filmar ou pedir ao ChatGPT para fazer isso? 🤖
Enquanto Gens calcula quanto dinheiro teria economizado, os produtores já sonham em pedir a uma IA que filme a próxima cena de ação enquanto eles tomam um café. Isso sim, a máquina ainda não sabe gerenciar os egos dos atores nem justificar por que a filmagem se estendeu por três semanas. Por enquanto, a IA economiza tempo e dinheiro, mas o drama humano continua sendo coisa de humanos.