O Grande Prêmio do Canadá será o ponto de inflexão para os motores de Fórmula 1. Após a corrida, a FIA analisará os dados do sistema ADUO para decidir quais fabricantes podem melhorar suas unidades de potência. Apenas aqueles com um déficit superior a 2% em relação ao motor de referência receberão luz verde. Honda e Aston Martin estão na mira, com uma perda estimada de até 100 CV em relação à Mercedes.
A FIA abre a torneira das melhorias de acordo com o ADUO 🏎️
O sistema ADUO não é um capricho, mas sim um mecanismo de controle para evitar que as diferenças de potência desequilibrem o grid. A FIA coletará dados de todos os monopostos durante o fim de semana canadense. Se um fabricante mostrar uma desvantagem superior a 2% no desempenho puro, poderá introduzir atualizações em seu motor. A Honda, que fornece para a Aston Martin, é a candidata mais clara a receber esse benefício. Seu propulsor tem mostrado deficiências notáveis em retas e na gestão de energia, duas áreas onde a Mercedes domina.
A Honda precisa de um motor novo ou de um milagre 🔧
A situação da Honda é tão delicada que alguns engenheiros já começaram a fazer contas: 100 CV de déficit não se recuperam com boa vontade nem com um par de porcas. Na fábrica de Sakura, devem estar queimando incenso e revisando manuais dos anos 80 para encontrar soluções. Enquanto isso, na Aston Martin, Lawrence Stroll já pediu orçamento para comprar velas e rezar para São Fernando Alonso. Se a FIA der permissão, é melhor não deixarem para o último minuto.