Bedlam e a bioeletricidade: direitos autorais na era NFT

29 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O personagem Bedlam, criado por John Francis Moore e Steve Epting para a Marvel Comics, apresenta uma capacidade única: gerar campos bioelétricos que interferem em sistemas eletrônicos e no sistema nervoso humano. Da perspectiva da Propriedade Intelectual, este design não é apenas uma obra protegida, mas seu poder específico (a manipulação de sinais) abre um debate técnico sobre como a representação de uma habilidade intangível é protegida no registro de direitos autorais, especialmente quando transferida para formatos digitais como modelos 3D ou animações.

Bedlam da Marvel Comics gerando campos bioelétricos azuis, estilo quadrinhos digitais, fundo escuro com ondas elétricas

Proteção legal do design bioelétrico em modelos 3D ⚡

O registro de um personagem como Bedlam no Escritório de Direitos Autorais dos EUA protege sua aparência visual e seu caráter distintivo, mas o aumento dos downloads digitais e dos NFTs criou uma lacuna técnica. Um modelador 3D poderia recriar a silhueta de Jesse Aaronson e vendê-la como uma figura animada com efeitos de eletricidade estática. No entanto, a infração nem sempre é óbvia: se as características identificadoras (como o uniforme ou o penteado) forem removidas, mas a habilidade de emitir campos de interferência for mantida, o tribunal deve determinar se o poder é um elemento central do personagem. O caso Marvel vs. NCSoft (City of Heroes) estabeleceu um precedente sobre a criação de avatares com poderes semelhantes a mutantes, sugerindo que a simples mecânica de jogo não é infração se não replicar o lore exato.

O dilema da interferência digital não autorizada 🔌

A interferência bioelétrica de Bedlam é uma metáfora perfeita para o conflito legal atual: os direitos autorais tentam bloquear a circulação não autorizada de obras digitais, mas a tecnologia (como IA generativa ou marketplaces descentralizados) permite contornar esse campo de contenção. Se um criador independente lançar um NFT de um mutante que emite pulsos elétricos, a Marvel poderia alegar diluição de marca. No entanto, o réu poderia argumentar que o poder de interferir em sistemas é um tropo genérico da ficção científica. A chave estará em saber se o design do personagem original (com sua história e nome) é tão icônico que qualquer representação de um humano eletrificado remete automaticamente a Bedlam, forçando os juízes a definir os limites da inspiração versus a cópia servil.

Se a bioeletricidade de Bedlam for tokenizada como um NFT que concede direitos de uso sobre sua representação visual, mas o personagem continuar sendo propriedade da Marvel, como o conflito entre os direitos autorais do estúdio e a propriedade digital do comprador seria resolvido em um hipotético litígio?

(PS: Thaler queria que sua máquina fosse autora, eu só quero que minha impressora 3D não emperre às 3 da manhã)