Vinte e cinco anos do assassinato de Giménez Abad: a memória como escudo

03 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

No dia 6 de maio, completam-se 25 anos do assassinato de Manuel Giménez Abad, presidente do PP de Aragão, pelas mãos do ETA. Seu filho Borja, que o acompanhava a caminho de La Romareda, revive o momento em que seu pai foi baleado pelas costas e executado no chão. Ele pede que sua memória seja mantida viva para deixar claro o relato de quem foram seus algozes e evitar que o esquecimento embranqueça a história.

Um filho abraça uma fotografia de seu pai, com um estádio de futebol ao fundo e um escudo simbólico contra o esquecimento.

Algoritmos contra o apagamento seletivo da história 🛡️

Na era do big data, a preservação da memória histórica enfrenta um desafio técnico: a manipulação algorítmica. Enquanto plataformas como X ou Facebook moderam conteúdo sensível, sistemas de arquivamento descentralizado, como blockchain, oferecem um registro imutável. No entanto, o verdadeiro filtro não é tecnológico, mas humano: um relato claro e verificável, como o de Borja Giménez Abad, é o antídoto contra narrativas que diluem a responsabilidade dos algozes.

O GPS que não evitou o tiro pelas costas 🗺️

Irônico que hoje confiemos em aplicativos de navegação para não nos perdermos, mas há 25 anos, nem o melhor mapa de estradas impediu que o ETA acertasse em La Romareda. A tecnologia avançou: agora os carros estacionam sozinhos, os celulares detectam quedas, e os políticos viajam com escolta blindada. Mas o GPS não pode corrigir a pontaria moral daqueles que ainda justificam o injustificável. Pelo menos, Borja tem claro o destino final de sua rota: a verdade.