Reino Unido compra chips locais para que não os levem... por enquanto

09 de June de 2026 Publicado | Traducido del español

O governo britânico anunciou a compra de chips de inteligência artificial de startups locais, supostamente para evitar que empresas estrangeiras, especialmente dos EUA e do Japão, se apossem de sua tecnologia. A medida busca reter a indústria tecnológica garantindo receita para essas jovens empresas. No entanto, por trás desse gesto de patriotismo industrial, esconde-se uma realidade menos heroica.

photorealistic technical illustration of a UK government official handing a cheque labeled AI chip funding to a startup engineer while a US corporate executive in the background reaches toward a server rack filled with glowing neural processing units, engineer holding a silicon wafer with circuit traces, startup lab with oscilloscopes and cooling pipes, official’s hand hesitating mid-motion, executive’s hand stopped by a transparent barrier, dramatic industrial lighting, metallic server blades, cables trailing across floor, cinematic composition, ultra-detailed hardware components, tense negotiation atmosphere

O desempenho dos chips e o custo oculto para o contribuinte 💷

Os chips adquiridos não competem em desempenho com os da Nvidia ou AMD, líderes de mercado. Ao não encontrarem compradores privados, as startups recorreram ao Estado como cliente forçado. Os processadores serão instalados em servidores públicos que não exigem tanta potência, gerando um gasto ineficiente com o dinheiro dos contribuintes. Além disso, o governo imporá cláusulas de confidencialidade para ocultar o preço real, muito superior ao valor de mercado.

Nacionalismo tecnológico: a desculpa perfeita para subsidiar colegas 🤝

O plano é simples: enquanto os fundadores esperam a idade de aposentadoria para vender a empresa a investidores estrangeiros, o contribuinte financia sua P&D com preços inflacionados. Chamam isso de reter a indústria, mas soa mais como resgate de startups que não conseguiram vender seus chips nem na feira. No final, a melhor forma de competir não é comprar de si mesmo, mas ser competitivo. Mas isso não gera manchetes nem subsidia amigos do governo.