Jorge Martín reconheceu que sua adaptação à Aprilia não é plena. Desde sua vitória em Le Mans, o piloto madrilenho confessa não se sentir confortável com a moto, especialmente no momento de frear. Essa falta de feeling o impede de render ao máximo e lutar pelos pódios. A confiança na equipe técnica é fundamental para qualquer esportista de elite, e Martín precisa recuperá-la para manter vivas suas chances pelo título.
O ponto cego técnico da RS-GP 🏍️
O problema de Martín se concentra na fase de frenagem, um ponto crítico onde a Aprilia RS-GP não lhe transmite a confiança necessária para traçar com precisão. A falta de feedback no trem dianteiro impede o piloto de gerenciar a entrada na curva, o que afeta diretamente a velocidade de passagem e a aceleração. Sem uma resposta clara na manete de freio, a margem de erro se reduz. A solução passa por ajustar a eletrônica e a geometria da moto para recuperar essa referência perdida.
Frenagem de emergência: buscar o clique perdido 🔧
Às vezes, o feeling com a moto se parece mais com um relacionamento amoroso do que com um ajuste técnico. Martín precisa que a Aprilia o olhe nos olhos e lhe diga: confie em mim. Mas a RS-GP se mostra esquiva na frenagem, como se lhe pedisse um encontro com duas semanas de antecedência. O piloto terá que fazer de psicólogo de oficina e lembrar à sua máquina que juntos venceram na França. Ou, na falta disso, trocar os freios e ver se assim ela se anima.