O diretor executivo da Lotus, Feng Qingfeng, classificou como medíocres quase todos os modelos da marca devido ao peso excessivo, superior a 1.800 kg. Em uma autocrítica incomum, ele afirma que a empresa compensou a falta de agilidade com potência bruta, em vez de melhorar o chassi. A declaração busca criar expectativa sobre um futuro Lotus leve, embora os atuais proprietários já tenham pago preços elevados por esses carros agora chamados de medíocres.
Geely e o roteiro do Lotus ultraleve 🚗
A crítica do CEO não é por acaso: a Lotus pertence ao grupo Geely, conglomerado chinês que busca reposicionar a marca como referência em leveza elétrica. O novo modelo prometido, um esportivo a bateria com peso reduzido, utilizaria tecnologia desenvolvida por outra empresa do grupo, provavelmente da plataforma SEA. A estratégia permite justificar um preço superior sem necessidade de demonstrar resultados, enquanto os carros atuais, pesados e de alto desempenho, ficam como produtos de transição que já geraram receita.
A arte de vender carros chamando-os de gordos ⚖️
A jogada é digna de manual: se você diz que seu carro é ruim, parece honesto. Mas atenção, você já vendeu milhares de unidades desses carros ruins a preços de ouro. Agora é hora de anunciar o novo modelo leve que, com certeza, custará o dobro e pesará menos... na carteira do comprador. Enquanto isso, os atuais proprietários dirigem orgulhosos seu medíocre Lotus de 2 toneladas, se perguntando se o carro é uma academia ou um veículo.