Cuba em sessenta e cinco mil fotos: a alma de Havana segundo Casadevall

04 de June de 2026 Publicado | Traducido del español

O Ateneu de Madri recebe a exposição Ainda nos resta a alma. Havana, do fotógrafo Luis Casadevall. Durante 12 anos, ele tirou mais de 65.000 imagens para capturar a essência da vida cotidiana e da cultura cubana. A mostra oferece um retrato íntimo e duradouro de um país em transformação, uma oportunidade para conhecer sua realidade sem filtros.

fotógrafo Luis Casadevall em pé na frente de uma grande câmera analógica em um tripé em uma rua de Havana, carro cubano antigo passando com desfoque de movimento, fachada de prédio colonial antigo com tinta descascando, lente da câmera refletindo a cena, enquanto sua mão ajusta o anel de foco, rolos de filme espalhados em uma mesa de madeira próxima, estilo foto-realista cinematográfico, luz quente da hora dourada, sombras profundas, atmosfera nostálgica, texturas ultra-detalhadas de paredes desgastadas e peças cromadas de carros, equipamento técnico de fotografia visível, composição dramática mostrando o processo de capturar o cotidiano

A fotografia como arquivo técnico de uma transição 📸

Casadevall utilizou equipamentos analógicos e digitais para documentar a mudança social. Seu trabalho não é uma simples coleção de estampas, mas um registro sistemático da evolução urbana e humana de Havana. Com uma média de 15 disparos diários durante mais de uma década, ele conseguiu uma base de dados visual que permite analisar desde a restauração de edifícios até a persistência de ofícios tradicionais. É um estudo de campo rigoroso.

Doze anos fotografando e não encontrou um café com wifi ☕

Após 65.000 fotos, esperaríamos que Casadevall tivesse capturado pelo menos um turista feliz com conexão à internet. Mas não. Sua lente se concentrou nas pessoas reais, na fila do pão e nos carros dos anos 50. Ou seja, se você procura selfies com filtro, é melhor ficar no Instagram. Aqui só há alma cubana e zero megas de sinal.