Um hospital de Barcelona desenvolveu uma placenta artificial que permitiu que a ovelha Gaia, nascida prematura, sobrevivesse 13 meses com desenvolvimento normal. Este avanço científico visa ajudar bebês humanos prematuros extremos, que enfrentam alto risco de morte ou sequelas. Para a cidadania, em alguns anos, poderá reduzir a mortalidade e complicações em partos muito precoces, oferecendo uma opção viável para os recém-nascidos mais vulneráveis.
Como funciona essa tecnologia que imita o útero materno 🧪
O sistema replica as condições do útero por meio de um ambiente líquido estéril e um circuito de oxigenação que substitui a função placentária. A ovelha Gaia foi conectada a este dispositivo após nascer na semana equivalente às 23 de gestação humana. Durante 13 meses, seu crescimento e desenvolvimento neurológico se mantiveram dentro de parâmetros normais, sem as complicações típicas da prematuridade extrema, como dano pulmonar ou cerebral. Os pesquisadores agora trabalham na adaptação da tecnologia para humanos.
Gaia, a ovelha que viveu melhor que muitos no metrô 🐑
Enquanto Gaia desfrutava de sua placenta artificial com 13 meses de cuidados intensivos, temperatura constante e oxigênio sob demanda, muitos humanos continuamos brigando por um assento no metrô às oito da manhã. A ovelha não precisou se preocupar com hipotecas nem com o preço do leite. É verdade que, quando sair da incubadora, talvez leve um susto ao ver que lá fora não há líquido amniótico nem serviço de quarto 24 horas.