A equipe de manutenção do síncrotron se deparou com um problema inesperado: a câmara de vácuo do anel apresentava uma deformação crítica. A origem da falha foi localizada no sistema de nivelamento micrométrico, que perdeu precisão após um ciclo térmico anômalo. Para documentar e analisar a distorção, foi empregado um pipeline 3D com GOM Inspect para a metrologia da peça e COMSOL Multiphysics para simular as tensões residuais.
Pipeline 3D: da nuvem de pontos ao modelo de elementos finitos 🛠️
O processo começou com a digitalização da câmara deformada por meio de fotogrametria de alta resolução. Os dados foram processados no GOM Inspect para gerar uma malha de superfície com um desvio máximo de 0,02 mm em relação ao projeto original. Essa geometria foi importada para o COMSOL Multiphysics, onde foram aplicadas condições de contorno de vácuo e carga térmica. O modelo de elementos finitos revelou que a deformação do anel ultrapassava o limite elástico do aço inoxidável 316L em um ponto localizado.
A câmara que perdeu o norte (e a forma redonda) 😅
Após revisar os registros, descobrimos que o sistema de nivelamento micrométrico estava dançando valsa há três meses sem que ninguém notasse. Um parafuso de ajuste havia se soltado o suficiente para que o anel, em vez de um círculo perfeito, parecesse um oval feito por um aprendiz de torneiro. O pior não foi a deformação, mas sim que o técnico responsável pelas revisões estava usando o relatório de nivelamento para sustentar a perna bamba de sua mesa de trabalho. Coisas da vida.