A Nissan apresenta um avanço significativo em seu Leaf de terceira geração: uma redução de 90% no uso de terras raras em seu motor. Essa mudança responde à dependência global desses materiais, cuja produção é muito concentrada. Para o usuário, isso se traduz em um veículo com menor pegada de recursos e possível maior estabilidade nos preços a longo prazo.
Inovação no motor para reduzir a dependência estratégica 🔋
O desenvolvimento técnico foca no motor síncrono de ímãs permanentes. Os engenheiros da Nissan redesenharam o rotor, reorganizando a configuração dos ímãs e utilizando um composto de eletroímãs. Isso permite manter um desempenho similar enquanto minimiza drasticamente o neodímio e o disprósio. O objetivo é claro: mitigar o risco geopolítico e de fornecimento associado a esses elementos.
Menos terras raras, mas as mesmas dúvidas de sempre 🤔
É louvável que o motor seja mais independente da China, mas o carro em si continua tendo uma relação complicada com as tomadas. Sua autonomia, embora suficiente para o dia a dia, ainda convida a planejar viagens com a precisão de uma missão espacial. E aquele preço de acesso, embora mais estável, continua sendo um muro de tijolos para muitos. Pelo menos, se encarecer, não será por um embargo de terras raras.