Música como terapia: benefícios sem receita para o cérebro

29 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

A neuropsicóloga Isabelle Peretz trouxe à tona um dado que muitos intuíam, mas poucos formalizam: a música funciona como ferramenta terapêutica sem efeitos colaterais. Segundo a especialista, seus benefícios são imediatos e variados, desde evocar lembranças em pacientes com Alzheimer até regular o ritmo cardíaco de bebês prematuros. Tudo sem necessidade de receita médica.

Um neurônio e uma pauta musical fundidos, com notas musicais fluindo em direção a um cérebro humano em tons suaves de azul e laranja.

Como a neurocognição musical otimiza a plasticidade cerebral 🧠

Peretz explica que a música ativa redes neurais que conectam memória, emoção e movimento. Em pacientes com Parkinson, o ritmo musical atua como um metrônomo externo que sincroniza o córtex motor, reduzindo tremores e melhorando a coordenação. Para bebês prematuros, as melodias suaves regulam sua frequência cardíaca ao modular o sistema nervoso autônomo. Esses efeitos não requerem fármacos, apenas um estímulo acústico bem direcionado.

A playlist do médico: mais eficaz que o ibuprofeno 🎵

Finalmente uma terapia que não exige jejum nem deixa gosto metálico na boca. A música, segundo Peretz, pode melhorar o humor de um paciente com Alzheimer sem necessidade de discutir se o comprimido é azul ou vermelho. Claro, teremos que ver como o paciente reage quando colocarem uma playlist de reggaeton às oito da manhã. Talvez o tremor do Parkinson se transforme em dança forçada.