Na Universidade de Leiden, a professora Daniela Kraft e o pesquisador Mengshi Wei criaram microrrobôs que se movem como organismos vivos sem necessidade de sensores ou software. Inspirados em vermes e cobras, essas estruturas macias em cadeia, impressas em 3D em escala microscópica, nadam e se adaptam ao ambiente usando apenas um campo elétrico.
A física do movimento: articulações mais finas que um cabelo 🧬
Cada elemento do robô mede 5 micrômetros e está unido por articulações de 0,5 micrômetros, muito mais finas que um cabelo humano. Ao aplicar um campo elétrico, esses robôs nadam sem controle externo. Sua forma dita o movimento, e este modifica a estrutura, criando um loop de retroalimentação. Assim, eles contornam obstáculos, desviam ao se cruzarem com outros e empurram objetos, comportamentos que antes exigiam computação.
Sem software, mas com mais estilo que seu GPS 🤖
Enquanto seu navegador se perde em um túnel, esses microrrobôs contornam obstáculos sem processadores ou pilhas. São como aqueles amigos que sempre encontram a saída da discoteca sem olhar o celular. A diferença é que eles medem 5 mícrons e você provavelmente precisa de um mapa para chegar ao banheiro. As aplicações médicas prometem: poderiam navegar fluidos biológicos para administrar fármacos ou fazer cirurgias.