Uma pesquisa do IBIMA Plataforma BIONAND, da Universidade de Málaga e do Instituto Murciano de Pesquisa Biossanitária vincula a microbiota intestinal à gravidade do fígado gorduroso não alcoólico. Analisando dados de mais de 1.000 pessoas, o estudo revela que pacientes com estágios avançados apresentam níveis reduzidos de butirato, um ácido graxo produzido por bactérias ao fermentar a fibra.
Butirato: o metabólito chave no diagnóstico hepático 🧬
A análise metagenômica das amostras fecais identificou uma redução significativa de bactérias produtoras de butirato, como Faecalibacterium prausnitzii, em pacientes com fibrose avançada. A pesquisa correlaciona essa diminuição com um aumento na translocação bacteriana e na endotoxemia metabólica. Os autores propõem que a medição de butirato poderia servir como biomarcador não invasivo para estratificar o risco de progressão da esteato-hepatite não alcoólica (NASH).
Sua flora intestinal decide se o fígado entra em greve 🍔
Então, já sabe: se sua microbiota não produz butirato, seu fígado entra em modo drama. Enquanto isso, continuamos ignorando a fibra e exagerando nos ultraprocessados. O estudo sugere que a solução não é outro comprimido, mas sim alimentar bem as bactérias. Mas claro, isso implicaria deixar de lado a confeitaria industrial, e isso sim dói mais que uma fibrose.