Karakorum revelada com sensores SQUID, sem escavar

24 de April de 2026 Publicado | Traduzido do espanhol

Uma equipe internacional conseguiu um mapa detalhado de Karakorum, a antiga capital do Império Mongol, utilizando uma técnica não invasiva. Por meio de sensores SQUID, eles mapearam estruturas subterrâneas, traçando ruas e edifícios sem mover um grama de terra. Essa abordagem preserva o sítio arqueológico e oferece uma nova visão do planejamento urbano de um centro de poder histórico.

Imagem aérea da estepe com um mapa digital sobreposto de estruturas subterrâneas da antiga capital mongol.

Como funciona a magnetometria de alta sensibilidade 🧲

A tecnologia chave é um magnetômetro SQUID, que mede variações ínfimas no campo magnético terrestre. Os restos arqueológicos, como fornos, lareiras ou materiais queimados, possuem uma magnetização termorremanente que altera localmente esse campo. O sensor, montado em um sistema móvel, registra essas anomalias com grande precisão. Os dados, processados posteriormente, geram um mapa das estruturas enterradas, diferenciando entre muros de pedra, áreas de atividade metalúrgica ou lixões antigos.

Gengis Khan aprovaria essa espionagem silenciosa 🐎

É curioso que para desvendar os segredos do império mais expansivo e temido se use um método tão discreto. Enquanto seus exércitos conquistavam a cavalo com estrépito, agora uns cientistas passam em silêncio com um aparelho que capta sussurros magnéticos. Sem dúvida, é uma forma de espionagem arqueológica que teria agradado ao próprio Khan: obter toda a informação sem que o inimigo, neste caso a terra, sequer perceba. Uma incursão tecnológica em vez de militar.