Eurovisão e a ciência: quando copiar o vizinho já não serve para vencer

30 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

A ETH Zurique publicou um estudo no Journal of the Royal Society Open Science que analisa 70 anos da Eurovisão. Eles examinaram quase 1800 músicas, combinando dados musicais, letras, modelos de IA e resultados de votação. O trabalho identifica três fases na evolução do concurso, desde a diversidade inicial até a homogeneização atual. A conclusão é clara: as receitas de sucesso já não funcionam como antes.

Uma ilustração mostra um mapa da Europa com notas musicais idênticas saindo de cada país, enquanto um robô com fones de ouvido risca uma partitura antiga.

O aprendizado coletivo que nivelou o campo de jogo 🎵

O estudo revela que na fase de formação (1958-1974) as apresentações eram diversas, com idiomas nacionais e sem estratégias definidas. Durante a consolidação (até 2003), os países começaram a se imitar, adotando melodias pegajosas, letras em inglês e dançabilidade. Esses elementos se tornaram constantes, mas, segundo os pesquisadores, o aprendizado coletivo entre nações homogeneizou a competição. As regras atuais buscam nivelar o campo, mas a evolução constante garante que o concurso não estagne.

Então, o truque de sempre já não engana ninguém 🤷

Acontece que, depois de décadas copiando a mesma fórmula, os países chegaram a um ponto em que todos soam iguais. A ciência confirma o que muitos suspeitávamos: colocar um refrão em inglês e um dançarino com lantejoulas já não garante nem um ponto. Agora só falta a IA prever quando uma música em finlandês voltará a vencer. Enquanto isso, continuaremos vendo como eles se esforçam para ser originais... todos da mesma maneira.