O Prado redescobre uma obra que ofuscou Goya e caiu no esquecimento

28 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

O Museu do Prado estreia um formato expositivo centrado em uma única obra, começando com O ano da fome em Madri (1818) de José Aparicio. Miguel Falomir, diretor do museu, busca convidar o espectador a refletir sobre detalhes da história da arte que costumam passar despercebidos. Esta tela de grandes dimensões foi um sucesso no reinado de Fernando VII, mas depois caiu no ostracismo.

Um quadro gigante de 1818, O ano da fome, eclipsa Goya no Prado.

O desafio técnico de restaurar uma obra de 315 x 437 centímetros 🛠️

A restauração desta pintura exigiu uma análise detalhada de seu suporte têxtil e camada pictórica. Os técnicos aplicaram radiografia e reflectografia infravermelha para estudar os pentimenti e o estado de conservação. Foram identificados repintes históricos e um verniz oxidado que alterava a percepção da cor. A reintegração cromática foi realizada com pigmentos reversíveis, e a montagem no novo espaço expositivo exigiu um sistema de ancoragem específico para seu peso e dimensões.

De estrela da arte a quadro esquecido no depósito 📦

A obra de Aparicio passou de ser a sensação do momento a um móvel empoeirado nos depósitos do Prado. Tudo por culpa das mudanças de gosto e porque, sejamos sinceros, um quadro sobre uma fome não é exatamente o adorno que se quer na sala. Agora, com este novo formato, o museu lhe dá uma segunda oportunidade. Vamos ver se desta vez não o colocam de canto por mais duzentos anos.