O ovo alienígena do Pacífico era uma anêmona morta

30 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

Em agosto de 2023, uma expedição no golfo do Alasca encontrou a 3.200 metros de profundidade uma semiesfera dourada com um orifício central. Batizado de ovo alienígena nas redes, sua origem foi um mistério por três anos. Agora, o DNA mitocondrial revelou sua verdadeira natureza.

Uma semiesfera dourada e translúcida, de cerca de 10 cm, jaz no leito marinho do golfo do Alasca. Sua superfície lisa tem um orifício central escuro, rodeado de pequenas rachaduras. Ao fundo, rochas e sedimentos do abismo, iluminados por um tênue feixe azul de um submersível. A imagem evoca um ovo alienígena, mas é uma anêmona morta após três anos de mistério.

A análise genética resolveu o enigma oceânico 🧬

O espécime foi transferido para o Museu Nacional de História Natural do Smithsonian. Lá, seu DNA mitocondrial foi sequenciado, descartando que fosse um ovo, uma esponja ou um biofilme bacteriano. A análise o vinculou a Relicanthus daphneae, uma anêmona gigante de 2006 cujos tentáculos ultrapassam dois metros. O orbe dourado acabou sendo um relicto cuticular: os restos da base que a anêmona usa para se fixar às rochas. Quando o animal morre ou se desprende, essa estrutura carnuda e resistente fica para trás. O orifício não era uma marca de eclosão, mas um rasgo natural no tecido residual.

Do hype alienígena aos restos de um inquilino 🐙

Então, o famoso ovo extraterrestre não passava do pé de uma anêmona gigante. Após meses de especulação e memes intergalácticos, a ciência nos traz de volta à realidade: o que parecia um sinal de vida inteligente era o equivalente oceânico a uma sola de sapato abandonada. Pelo menos, o orifício central servirá para que os fãs do mistério continuem imaginando que algo saiu dali.