O fedor dos pinguins cria nuvens, segundo estudo científico

28 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

Os pinguins são animais que despertam simpatia por seu andar desajeitado e sua aparência formal. No entanto, quem já esteve perto de uma colônia sabe que seu cheiro é penetrante. Um estudo da Universidade de Helsinque, realizado na base argentina Marambio em 2023, descobriu que esse fedor tem um efeito direto na atmosfera. A amônia do guano, ao reagir com compostos do oceano, gera partículas que ajudam a formar nuvens.

Uma colônia de pinguins emite fedor; seu guano libera amônia que, ao reagir com o oceano, cria nuvens no céu antártico.

Como o guano de pinguim influencia a formação de nuvens 🌤️

O processo químico por trás desse fenômeno é claro. As colônias de pinguins produzem grandes volumes de guano, rico em amônia. Esse composto é liberado no ar e se combina com ácido sulfúrico, gerado pelo fitoplâncton marinho. A reação produz aerossóis de sulfato de amônio. Essas partículas funcionam como núcleos de condensação, ao redor dos quais o vapor d'água se agrupa para formar gotas. O resultado é um aumento na cobertura de nuvens sobre regiões antárticas.

Nuvens com essência de colônia de pinguins 💨

Agora sabemos que o cheiro de peixe podre e amônia das pinguineiras não só afasta os turistas. Também gera nuvens. Se você já reclamou do clima nublado no sul, já sabe a quem culpar. Os pinguins, com toda a sua graça, estão lá em cima fabricando nuvens à base de cocô. Talvez o próximo desafio seja medir o cheiro da chuva que produzem. Não seria estranho se até a água caísse com um certo fedor.