O trio galego Tanxugueiras, formado por Aida Tarrío e as xemelgas Olaia e Sabela Maneiro, apresenta seu novo trabalho O cuarto. Em uma recente entrevista, Sabela explicou que a tradição musical é sua âncora emocional, comparando-a com a figura paterna: um refúgio seguro ao qual recorrer em tempos difíceis. Este álbum marca um retorno ao mais puro de suas raízes, uma volta necessária para se sentirem em comunidade e protegidas.
A produção de O cuarto e a tecnologia a serviço da tradição 🎛️
Para este disco, Tanxugueiras trabalharam com uma abordagem técnica que prioriza a autenticidade sonora. Recorreram a gravações ao vivo com microfones de fita e pré-amplificadores valvulados, evitando o excesso de processamento digital. A mixagem, realizada por um engenheiro especializado em folk, mantém a aspereza das pandeiretas e a textura crua das vozes. A masterização foi ajustada para preservar dinâmicas amplas, longe da compressão extrema que domina o pop atual.
A tradição como terapia: quando a pandeireta vale mais que um psicólogo 🪘
Acontece que a solução para a ansiedade moderna não está em um app de meditação, mas em uma pandeireta galega e um par de vozes afinadas. Enquanto o mundo se enche de tutoriais de mindfulness, Tanxugueiras propõem cantar a plenos pulmões em uma aldeia. Visto assim, talvez voltar para a casa dos pais não seja uma ideia tão ruim, especialmente se a casa tiver um bom equipamento de som e alguém que saiba tocar gaita de foles.