Sunao Katabuchi: o realismo histórico que Miyazaki não conseguiu ensinar

08 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Sunao Katabuchi, ex-colaborador de Hayao Miyazaki, construiu uma carreira baseada na precisão histórica e na humanidade cotidiana. Sua obra mais conhecida, Neste Canto do Mundo, retrata a vida no Japão da Segunda Guerra Mundial com um detalhamento documental que poucos animadores ousam abordar. Mas antes disso, surpreendeu a todos dirigindo episódios de Black Lagoon, uma série de ação que pouco tem a ver com seu estilo pausado. Como um mesmo diretor pode passar de balas a bombas atômicas? 🎬

Sunao Katabuchi, um lado histórico realista, contrasta com Miyazaki. Cena: desenhos de guerra e balas de Black Lagoon.

Pesquisa histórica como motor da animação 📜

Katabuchi não se contenta em desenhar fundos bonitos. Para Neste Canto do Mundo, viajou para Kure, entrevistou sobreviventes e estudou como se cozinhava, vestia e trabalhava nos anos 40. Cada cena da protagonista Suzu, desde fazer bolinhos de arroz até olhar o mar, é respaldada por dados reais. Sua técnica de animação evita o excesso de movimento para focar em gestos pequenos: uma mão que treme, um olhar que se perde. Isso é mais difícil do que desenhar explosões, e eles sabem disso.

De tiros a bolinhos de arroz: a vida dupla de Katabuchi 🎯

Sim, o mesmo cara que recriou com carinho o cheiro de pólvora da guerra também escreveu roteiros para Black Lagoon, onde mercenários atiram sem parar e camisetas suadas são o uniforme oficial. Parece que Katabuchi queria provar que consegue desenhar tiroteios eletrizantes e também abelhas sobre um campo de couve. No final, o que importa é o detalhe: seja o brilho de uma bala ou a textura de um quimono. Um diretor que faz ambas as coisas sem se desgastar, isso sim é versatilidade.