O músico, poeta e cineasta Saul Williams publica Martyr Loser King, uma novela gráfica ilustrada por Morgan Stone. O projeto nasce em 2011 e se expande agora para este formato, inspirado por uma cena em Dacar: um adolescente usava um smartphone enquanto construía um tambor sabar. Williams reflete sobre como o antigo e o moderno coexistem sem conflito.
O tambor como primeira tecnologia sem fio 🥁
Williams define o tambor como a forma mais antiga de comunicação sem fio, anterior ao wifi e ao bluetooth. A novela gráfica explora este paradoxo técnico: um instrumento acústico que transmite sinais à distância sem cabos, enquanto o personagem usa um dispositivo digital. A obra contrasta a lógica da percussão tribal com a interface tátil, mostrando como ambas as tecnologias resolvem necessidades de conexão humanas.
Quando seu smartphone compete com um tambor ancestral 📱
O adolescente de Dacar certamente não imaginava que sua multitarefa artesanal acabaria em uma novela gráfica. Enquanto ele talhava madeira com uma mão e scrollava memes com a outra, sem saber, dava material a um artista conceitual. Agora, Martyr Loser King nos lembra que antes de enviar um WhatsApp, já enviávamos ritmos. Isso sim, com menos emojis e mais percussão.