A especialista em políticas de saúde Olga Sánchez propõe uma abordagem que evita o debate estéril entre defensores do público e do privado. Sua tese é simples: ambos os sistemas devem se coordenar para alcançar uma cobertura eficiente. O setor público garante acesso universal e equidade, enquanto o privado traz inovação e rapidez para quem pode pagar. A chave está na gestão de recursos, não no confronto ideológico.
A tecnologia como ponte entre dois mundos da saúde 🤝
A integração real entre sistemas passa pela digitalização e pelo intercâmbio de dados clínicos. Plataformas de prontuário compartilhado, sistemas de encaminhamento eletrônico e protocolos de interoperabilidade permitem que um paciente transite da consulta pública para a privada sem duplicar exames ou burocracias. Sánchez destaca que evitar essas duplicidades é onde estão as maiores economias. A tecnologia não resolve o debate ideológico, mas otimiza o que já existe.
O dia em que a pública e a privada trocaram a bola 🎾
A teoria parece boa, mas na prática às vezes parece uma partida de tênis onde ninguém quer devolver a bola. Pacientes que vão da pública para a privada e voltam porque em cada lugar pedem a mesma radiografia de novo. Ou pior, a pública encaminha para a privada e depois a privada diz que isso não está coberto pelo seguro. Sánchez tem razão: é preciso coordenação. Mas enquanto isso, o paciente continua esperando.