Um museu de abrigos antiaéreos preserva a memória de quem buscou abrigo. Mas há outra realidade: milhares de pessoas dormem sob lonas ou em porões sem água. O paradoxo é evidente. Enquanto honramos o drama histórico, ignoramos o sofrimento atual. A proposta é clara: integrar um módulo sobre abrigos contemporâneos que vincule memória com ação social.
Sensores de realidade aumentada para um museu vivo 🏛️
O módulo proposto pode usar tecnologia simples: sensores de proximidade e telas interativas. Ao passar, ativa-se uma simulação de um abrigo moderno: uma barraca em um parque ou um depósito improvisado. Dados em tempo real sobre pessoas sem-teto ou centros de acolhimento próximos. Não se trata de uma exposição estática, mas de um sistema que atualize números e mapas, conectando o visitante a recursos de ajuda imediata.
O abrigo mais caro do mundo: seu próprio escritório 💼
Claro, também poderíamos adicionar um módulo sobre o abrigo antiaéreo de luxo que alguns vendem na internet: com bar, cinema e cama king size. Porque nada diz preparação para o fim do mundo como ter um bunker com ar condicionado enquanto outros se refugiam em uma marquise. Talvez o próximo passo seja um museu do abrigo com duas alas: uma para a história e outra para a hipocrisia.