Reconstrução em 3D desmonta a versão oficial do crime de María Mercedes Gnecco

01 de May de 2026 Publicado | Traduzido do espanhol

A tecnologia 3D invadiu os tribunais colombianos para desafiar uma condenação definitiva. Uma recriação digital do assassinato da modelo María Mercedes Gnecco, ocorrido em 2015 em San Andrés, descobriu anomalias críticas na cena. A análise forense computacional, baseada em fotogrametria e simulação balística, sugere que a versão apresentada pelo Ministério Público não coincide com a física das evidências, abrindo caminho para uma possível revisão do caso. ⚖️

Reconstrução 3D forense do crime de Maria Mercedes Gnecco em San Andres, 2015

Captura de dados e simulação balística: o pipeline forense 🔬

O processo técnico começou com a digitalização do apartamento por meio de escaneamento a laser e fotogrametria de alta resolução. Foi gerada uma nuvem de pontos com precisão milimétrica que permitiu modelar a geometria exata da cena. Sobre este modelo base, os peritos de informática aplicaram um motor de simulação de trajetórias balísticas. Ao introduzir os dados dos laudos balísticos originais (calibre, ângulo de entrada e saída), o software revelou que a trajetória do projétil que matou Gnecco não poderia ter se originado da posição do acusado conforme descrito no julgamento. Além disso, foi realizada uma análise de dinâmica de fluidos computacional (CFD) sobre as manchas de sangue. Os padrões de respingos, ao serem recriados no ambiente 3D, mostraram uma dispersão incompatível com um único atirador. A distribuição das gotas sugere que o corpo foi movido após o primeiro impacto, alterando a cena antes da chegada das autoridades.

O impacto legal da evidência digital 🧑‍⚖️

Especialistas forenses digitais consultados apontam que esta reconstrução não apenas contradiz o depoimento do acusado, mas também questiona o trabalho da polícia científica original. A defesa apresentou o modelo interativo como prova principal para solicitar a anulação do julgamento. O juiz deverá avaliar se esta evidência atende ao padrão Daubert, que exige que a metodologia seja aceita pela comunidade científica. Se aceita, a recriação 3D poderia não apenas libertar John Jairo Rojas, mas também redefinir o uso da visualização forense no sistema judicial colombiano, demonstrando que os pixels podem ser mais eloquentes do que os depoimentos.

Como você integraria esta descoberta em um pipeline forense existente?