A Sony apresentou seus resultados fiscais e o número não convida ao otimismo. As vendas do PlayStation 5 despencaram 46% em relação ao ano anterior, com apenas 1,5 milhão de unidades movimentadas no trimestre. A empresa japonesa aponta diretamente a escassez global de memória como a principal culpada, um problema que disparou os custos de produção e obrigou a aplicar dois aumentos de preço em menos de doze meses, o último de 100 dólares.
A escassez de memória aperta as margens de produção 📉
A crise de fornecimento de chips de memória DRAM e NAND continua afetando a indústria dos videogames. No caso do PS5, a falta desses componentes elevou o custo de fabricação de cada unidade de forma notável. A Sony, que já operava com margens apertadas devido ao hardware personalizado do console, foi forçada a repassar esse custo extra ao consumidor final. A estratégia de aumentar o preço não conseguiu compensar a queda no volume de vendas, já que a demanda é prejudicada quando o produto ultrapassa certos limites psicológicos de preço.
A memória sai de férias e deixa o PS5 na mão 😅
Parece que a memória RAM decidiu tirar um ano sabático, e a Sony está pagando a conta. Aumentar o preço duas vezes em menos de um ano é como tentar tapar um buraco num barco com um remendo de chiclete: funciona por um tempo, mas a água continua entrando. Enquanto os fabricantes de chips esfregam as mãos, os jogadores olham para suas carteiras e se perguntam se o PS5 não é mais caro do que uma viagem a Marte. Pelo menos, o foguete da SpaceX inclui bar aberto de lanches.