Na Nigéria, a virologista Margaret Oluwatoyin Japhet desenvolveu um kit de diagnóstico rápido para rotavírus, a principal causa de diarreia grave em crianças. Atualmente, em hospitais da África subsaariana, crianças com diarreia severa recebem tratamento sem um diagnóstico claro. Os testes convencionais exigem eletricidade, refrigeração e pessoal capacitado, recursos escassos na região. Este novo teste de baixo custo promete mudar essa realidade.
Como funciona o novo kit de diagnóstico rápido 🧪
O kit de Japhet é projetado para operar sem infraestrutura de laboratório. Diferente dos testes tradicionais que necessitam de cadeia de frio e equipamentos elétricos, este teste utiliza uma tecnologia de imunocromatografia, semelhante aos testes de gravidez. Uma amostra de fezes da criança é aplicada em uma tira reagente e, em minutos, aparecem linhas que indicam a presença do rotavírus. Não requer refrigeração nem pessoal com formação avançada, o que permite seu uso em clínicas rurais.
O luxo de ter eletricidade para um diagnóstico ⚡
Enquanto nos países desenvolvidos reclamamos se o Wi-Fi está lento, nos hospitais da África subsaariana os médicos precisam adivinhar se uma criança tem rotavírus ou não. Os testes atuais exigem eletricidade, geladeira e um técnico de laboratório, três coisas que brilham pela ausência em muitas áreas. Assim, os pequenos pacientes recebem o mesmo tratamento para qualquer diarreia, como se fosse uma roleta russa intestinal. Ainda bem que alguém pensou em fazer um teste que funciona sem tomada.