A EVR Studio apresentou o Project TH, uma ambiciosa recriação 1 a 1 da cidade de Seul desenvolvida em Unreal Engine 5. O projeto não impressiona apenas pela sua escala urbana, mas pela integração de personagens digitais hiper-realistas. A chave reside em um pipeline que combina escaneamento facial de atores reais com a tecnologia Metahuman, buscando quebrar a barreira do vale da estranheza. 🏙️
Pipeline técnico: da captura facial à cidade procedural 🎭
O processo começa com a captura volumétrica de atores reais por meio de scanners de alta resolução. Esses dados são processados no Maya para refinar a geometria e as texturas, antes de serem importados para o ecossistema de Metahumans no Unreal Engine 5. Lá, os assets são otimizados para animação em tempo real. Paralelamente, o estúdio utiliza seu software próprio CitiGen para gerar a cidade proceduralmente, povoando o cenário com esses avatares. O resultado é um ambiente onde a iluminação global e o sistema Lumen da UE5 tratam os personagens como elementos físicos, integrando sombras e reflexos que eliminam a desconexão visual típica dos NPCs.
O desafio do realismo em humanoides digitais 🤖
A verdadeira inovação da EVR Studio não é apenas técnica, mas conceitual. Ao mapear microexpressões humanas sobre um modelo digital em um ambiente fotorrealista, o estúdio força o espectador a questionar se o que vê é real ou simulado. Essa abordagem, aplicada ao entretenimento e à simulação militar, demonstra que a chave para superar o vale da estranheza não reside apenas no detalhe gráfico, mas na coerência entre o personagem, a iluminação e o mundo ao seu redor.
Considerando o nível de detalhe necessário para uma recriação 1 a 1 de uma cidade como Seul, quão distante está a tecnologia atual de poder gerar e povoar automaticamente esse ambiente com humanoides digitais que repliquem fielmente as expressões faciais e a linguagem corporal de seus habitantes reais sem intervenção manual massiva?
(PS: Os humanoides digitais têm a vantagem de nunca reclamarem do rigging.)