Polícias vendiam dados de famosos com tabela de preços no Excel

13 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O promotor de Nápoles, Nicola Gratteri, desvendou uma rede criminosa que vendia dados reservados de jogadores de futebol, empresários e artistas. Dois agentes de polícia realizaram 730.000 acessos abusivos a bancos de dados em dois anos, usando suas senhas para extrair informações e vendê-las a agências externas. Cobravam entre 6 e 25 euros por consulta, conforme uma tabela de preços detalhada em um arquivo Excel. A investigação também atinge funcionários do INPS, da Agência Tributária e dois diretores dos Correios Italianos.

Um monitor mostra um arquivo Excel com preços ao lado de uma placa policial, notas e um banco de dados.

Segurança de dados: falhas humanas e acessos sem controle 🔒

O caso revela uma vulnerabilidade crítica em sistemas que deveriam ser seguros. Os agentes usaram credenciais legítimas para acessar bancos de dados oficiais durante dois anos sem serem detectados. Um arquivo Excel continha a lista de preços: desde dados básicos por 6 euros até informações sensíveis por 25. A rede incluía funcionários dos Correios, INPS e da Agência Tributária, o que sugere que a proteção de dados depende mais da ética individual do que de controles técnicos robustos. Não foram implementados alertas para padrões de acesso anômalos.

O Excel que valia mais do que qualquer banco de dados 📊

Os criminosos modernos já não usam alavancas nem pés de cabra. Agora usam um Excel bem organizado e um par de credenciais emprestadas. Dois agentes se tornaram empresários dos dados: vendiam a vida privada de famosos como quem vende chicletes em uma banca. E o melhor é que tinham uma tabela de preços mais clara que a de uma pizzaria: 6 euros por um nome, 25 por um histórico completo. Da próxima vez que um jogador de futebol reclamar que roubaram seu celular, talvez devesse verificar quem tem seu número na folha de pagamento do Estado.