O juiz Calama revelou que a Plus Ultra adulterou seus balanços para receber 53 milhões da SEPI. Utilizou um empréstimo da Panacorp que imobilizava fundos em Dominica, provisões ajustadas e o embargo de uma aeronave para evitar que os fundos próprios refletissem perdas. A companhia aérea evitou assim aparecer no vermelho diante do resgate público.
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A manobra incluiu um empréstimo do grupo panamenho Panacorp que não era líquido, mas sim fundos bloqueados em um banco de Dominica. A Plus Ultra também modificou provisões e usou uma troca de bônus mediante o embargo de uma aeronave. Essas operações ocultaram perdas reais e mantiveram os fundos próprios no positivo. O juiz aponta que tudo foi uma maquiagem para cumprir os requisitos do resgate estatal.
A aeronave embargada que voou direto para a contabilidade criativa ✈️
Parece que na Plus Ultra pensaram que se você esconde um avião debaixo do tapete contábil, ninguém percebe. Ou que um empréstimo da Panacorp com dinheiro preso em Dominica soa como resgate sério. No final, o único que decolou foi a engenhosidade financeira, enquanto os 53 milhões aterrissavam em suas contas. Isso sim, o juiz já pediu o passaporte deles para depor.