Paper Mario retorna com mais sombras e menos rugas em A Porta Milenar

01 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O remake de Paper Mario: A Porta Milenar já está nas mãos dos jogadores de Switch, e com ele, uma nova oportunidade para debater se o motor proprietário da Nintendo consegue lidar com a estética artesanal. O título mantém sua essência de papel, mas agora ostenta reflexos e sombras dinâmicas que tentam dar volume a um mundo que, por definição, deveria ser plano. Não é fácil.

Mario de papel salta sobre um castelo de origami com sombras dinâmicas, fundo artesanal e brilhos suaves no Switch.

Motor proprietário e Maya: o artesanato digital por trás do papelão 🛠️

A equipe de desenvolvimento utilizou ferramentas internas da Nintendo junto com o Maya para retocar cada textura de papel e cada vinco dos personagens. O motor proprietário é responsável por gerenciar os novos efeitos de iluminação e as sombras dinâmicas, que em teoria deveriam fazer Mario parecer um recorte de verdade. Na prática, o resultado é um jogo que roda a 60 fps estáveis, embora alguns cenários ainda tenham aquele ar de decoração de escola que tanto gostamos. Não há milagres técnicos, apenas ofício.

Sombras dinâmicas para um herói que continua sendo de cartolina ✂️

Que ninguém se engane: por mais sombras dinâmicas que coloquem, Mario continua tendo menos espessura que uma folha de caderno. Os reflexos na água agora são mais bonitos, mas o encanador continua sendo um recorte com pernas. É como colocar uma moldura de ouro em um desenho de uma criança do ensino fundamental: fica melhor, mas ainda é um desenho. E olha, que ninguém reclame, porque pelo menos desta vez não é preciso soprar no console para passar de tela.