Operadoras telefônicas japonesas enfrentam seis anos por golpes de Mianmar

13 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

O Ministério Público do Tribunal Distrital de Nagoya solicitou seis anos de prisão para Shoki Ishikawa (33) e Chisei Yachi (23) por seu papel como operadores telefônicos em uma base de golpes em Mianmar. Os acusados, cientes de sua participação ilegal, viajaram ao país e, junto com outros japoneses, se passavam por policiais para enganar vítimas, acusando-as de lavagem de dinheiro e conseguindo obter dinheiro em espécie.

Dois jovens japoneses sentados em cubículos, fones de ouvido e microfones, fingem ser policiais em uma base de golpes em Mianmar, com cartazes em japonês ao fundo.

O modus operandi: central de chamadas e suplantação de autoridade 🕵️

A estrutura do golpe dependia de uma central de chamadas operada a partir de Mianmar, onde os acusados usavam roteiros predefinidos para simular serem agentes de polícia. A tecnologia empregada incluía sistemas de mascaramento de números e bancos de dados de possíveis vítimas obtidos de fontes ilícitas. Ao afirmar que as contas bancárias das vítimas estavam vinculadas à lavagem de dinheiro, geravam pânico e pressão, facilitando a transferência de fundos. Esse esquema reflete um padrão comum em fraudes transfronteiriças.

Viagem de negócios com tudo incluído: golpe e sol caribenho 🌴

Os acusados levaram muito a sério seu trabalho remoto: viajaram para Mianmar, se instalaram em uma base e, entre uma chamada e outra, com certeza aproveitaram o clima tropical. O que não calcularam é que o pacote incluía voo, hospedagem e seis anos de estadia com grades. Ao que parece, pensaram que golpear do exterior era como fazer um curso intensivo de atuação, mas o roteiro terminou com um final pouco feliz para eles.