A Organização Mundial da Saúde apresentou uma nova estratégia global para conter a resistência aos antimicrobianos, contando com o apoio da indústria farmacêutica. O plano promove o uso prudente desses medicamentos, impulsiona a pesquisa de novos tratamentos e busca melhorar a vigilância de infecções resistentes. A colaboração entre governos, empresas e sistemas de saúde é considerada essencial para manter a eficácia desses medicamentos essenciais.
Vigilância genômica e plataformas de dados abertos como ferramentas técnicas 🧬
A iniciativa aposta em sistemas de vigilância genômica em tempo real para identificar padrões de resistência bacteriana. Propõe-se o uso de plataformas de dados abertos que permitam a laboratórios e hospitais compartilhar informações sobre cepas resistentes. Também se incentiva o desenvolvimento de diagnósticos rápidos baseados em PCR e sequenciamento, o que facilitaria a prescrição precisa de antibióticos. No entanto, a integração dessas tecnologias em sistemas de saúde com recursos limitados continua sendo um obstáculo técnico e econômico importante.
O plano perfeito que só precisa que ninguém se esqueça de aplicá-lo 🦠
A OMS elaborou um plano tão completo que até conta com a aprovação das farmacêuticas, algo como conseguir que uma raposa assine um acordo para cuidar do galinheiro. A proposta inclui incentivos para pesquisar novos antibióticos, mas ninguém explicou como convencer uma empresa a investir milhões em um medicamento que será pouco vendido para evitar resistências. Talvez a solução seja pedir aos micróbios que sejam mais considerados com os prazos de desenvolvimento.