O ilustrador yoruba Oludare Oredipe, radicado na Filadélfia, conquistou dois prêmios de destaque: o prêmio de História do Ano e o Prêmio Estrela Emergente. Sua obra, a novela gráfica de fantasia autopublicada Orí: Holder of the Heads – The Yam and the White Cloth, foi a chave para esse reconhecimento no setor de quadrinhos independentes.
O processo de autopublicação como motor criativo 🚀
Oredipe não contou com o apoio de uma grande editora para lançar Orí. O desenvolvimento da obra envolveu um trabalho artesanal na gestão de recursos: desde a criação dos lápis e tintas digitais até a diagramação e a distribuição por meio de plataformas de impressão sob demanda. Essa abordagem permitiu que ele mantivesse o controle total sobre a narrativa e o design, algo que muitas vezes se perde nos circuitos comerciais tradicionais.
O truque está em não pedir permissão a ninguém 💡
Enquanto outros esperam anos para que um editor responda ao e-mail, Oredipe foi direto ao ponto: desenhou, imprimiu e vendeu sua novela gráfica sozinho. Agora acontece que até os prêmios prestam mais atenção naqueles que não pedem permissão. Então, já sabe, se seu editor te ignora, talvez seja hora de fazer como o ilustrador yoruba e se jogar na piscina sem boia.