A exposição Le donne della Repubblica, com 122 instantâneos do arquivo ANSA, percorre 80 anos de conquistas femininas desde 1946. Mostra marcos como a primeira prefeita e a recente lei contra o feminicídio, mas também evidencia que apenas metade das mulheres tem um emprego estável e que a violência de gênero persiste. O caminho rumo à igualdade real ainda é longo e exige ações concretas.
Dados e algoritmos contra a lacuna de gênero 📊
A análise dos números trabalhistas revela que a taxa de emprego feminino na Itália estagna em torno de 50%, muito abaixo da média europeia. As plataformas de inteligência artificial aplicadas ao mercado de trabalho poderiam ajudar a identificar vieses na contratação, mas sem políticas ativas de conciliação e formação digital, a lacuna salarial não será fechada. A tecnologia é uma ferramenta, não a solução final.
A paridade de gênero, aquele projeto que sempre fica para o próximo capítulo 🐢
Ver 122 fotos de mulheres pioneiras é inspirador, até você lembrar que em 2025 ainda há quem discuta se as italianas devem pedir permissão para trabalhar. Enquanto isso, o Parlamento debate leis com a mesma velocidade com que o cimento fresco seca. Avançamos, sim, mas a passo de tartaruga de ressaca. A exposição é um espelho: reflete conquistas e, ao fundo, a longa sombra do que falta.