O presidente da Junta, Juanma Moreno, propôs uma aliança entre regiões mediterrâneas para defender a Política Agrícola Comum e o turismo. Ele destacou que a agricultura depende dos futuros orçamentos europeus e reivindicou o campo como grande indústria contra a turismofobia. Também mostrou sua oposição à reforma de Von der Leyen. A iniciativa busca proteger empregos e recursos em dois setores-chave para a economia local, garantindo renda e estabilidade para agricultores e trabalhadores do turismo.
Tecnologia agrícola: sensores e dados para otimizar a PAC 🌾
A aliança proposta poderia se apoiar em ferramentas como sensores de umidade e drones para monitorar cultivos, otimizando o uso de água e fertilizantes. Plataformas de dados compartilhados entre regiões permitiriam ajustar as solicitações de fundos europeus às necessidades reais. Sistemas de irrigação automatizados e análise de solo com IA ajudariam a cumprir requisitos ambientais da PAC sem perder produtividade. A digitalização do campo não é opcional: é o caminho para justificar cada euro recebido e evitar cortes em um orçamento cada vez mais disputado.
Turismofobia, a desculpa para não pagar o quiosque 🏖️
Moreno diz que o turismo é grande indústria e que é preciso protegê-lo da turismofobia. Claro, porque nada acalma mais o turista do que ver o preço do quiosque subir enquanto explicam que é para manter a PAC. Enquanto isso, os agricultores sonham que Bruxelas lhes pague as contas e os hoteleiros rezam para que não derrubem o prédio. No final, todos contentes: uns recebem, outros veraneiam e os políticos, a se fotografar na praia.