Saul Justin Newman publicou Morbid, um livro que expõe as fraudes na ciência da longevidade. Com humor e dados, revela que muitas histórias de pessoas centenárias são falsas, como Irma Borgoglio, que estava morta enquanto seu filho recebia a pensão. Também desmonta o mito das zonas azuis e critica a medicina antienvelhecimento.
O erro estatístico que derruba as bases de dados de supercentenários 📊
Newman aplica rigor estatístico para demonstrar que os registros de supercentenários estão cheios de erros. Em zonas azuis como Okinawa, muitos supostos longevos tinham registros de nascimento deficientes ou haviam sido removidos de censos. O autor aponta que a falta de verificação documental e os incentivos econômicos (pensões) geram dados inflados. Seu trabalho lhe rendeu um Prêmio Ig Nobel em 2024 por expor essas falhas nos sistemas de registro.
Não, o resveratrol não te tornará imortal (nem sua pensão durará tanto) 💊
Newman também ataca fármacos como o resveratrol, essa molécula milagrosa que prometia juventude eterna. Spoiler: não funciona. O livro demonstra que a indústria antienvelhecimento vende fumaça com estudos mal projetados. Enquanto isso, alguém em uma zona azul recebia a pensão da avó falecida. Talvez o segredo da longevidade não seja a dieta, mas ter um filho com boa contabilidade.