Joan Mir confirmou que não continuará na Honda na próxima temporada da MotoGP, decisão tomada após o Grande Prêmio de Jerez. O piloto de Maiorca, que sofreu uma queda em Montmeló ao ser atropelado por Brad Binder, mostrou-se otimista sobre o desempenho de sua moto. Destacou que o ritmo da RC213V é bom e se sentiu competitivo nos treinos. Sair da décima posição aumenta o risco, mas sua principal preocupação é a velocidade, aspecto com o qual está satisfeito.
A RC213V mostra avanços no ritmo de corrida 🏍️
Mir destacou que o desenvolvimento da Honda permitiu melhorar o ritmo de corrida, embora os problemas em uma volta rápida persistam. A eletrônica e a tração traseira continuam sendo pontos fracos que limitam o potencial na classificação. A equipe de testes trabalhou na entrega de potência, conseguindo um comportamento mais previsível. No entanto, a falta de aderência no trem dianteiro complica as freadas. Esses avanços não são suficientes para fechar a lacuna com as motos de ponta, mas oferecem uma base para futuras melhorias.
Mir sai contente, mas com o olho roxo 😅
A decisão de Mir chega logo após Binder lembrá-lo de que na MotoGP não há amigos, apenas asfalto. O piloto de Maiorca garante que seu ritmo é bom, mas precisa sair em décimo para comprová-lo. É como ter um carro rápido, mas com o freio de mão puxado. Pelo menos ele sai com a satisfação de que a Honda não é uma moto lenta, só precisa de um piloto que não a bata na primeira curva. Ironias do destino: ele vai embora justamente quando a moto começa a andar.