O mel há séculos adoça vidas e promete saúde, mas nem todos os méis são iguais. Enquanto o açúcar branco refinado tem um índice glicêmico (IG) de 65, o mel pode variar de um modesto 32 a um perigoso 85, dependendo de sua origem floral. Essa variação depende da mistura de glicose e frutose, e de compostos como ácidos fenólicos e flavonoides, que retardam a absorção de açúcar.
O perfil químico do mel e seu impacto no desenvolvimento de adoçantes 🧪
No âmbito tecnológico, o mel cru interessa por seus antioxidantes, que poderiam oferecer proteção contra doenças. No entanto, replicar suas propriedades em adoçantes artificiais é complexo. A proporção de glicose e frutose varia conforme a floração e o processamento, afetando o IG. Enquanto o mel de sidra tem um IG baixo, o de tomilho grego dispara os níveis. Os ácidos fenólicos e flavonoides adicionam um plus, mas não compensam sua carga calórica.
Mel cru: o superalimento que seu bebê não deveria nem cheirar 🍼
O mel cru conserva todos os seus compostos mágicos, mas também guarda um convidado indesejado: a bactéria Clostridium botulinum. Para os adultos é inofensiva, mas em bebês menores de um ano produz uma toxina que os manda direto para o hospital. Então, se seu filho engatinha e vê o pote, melhor escondê-lo. Depois não digam que não avisamos: os antioxidantes são bons, mas a gastroenterite não é tão legal assim.