Masayuki Miyaji: o discípulo de Miyazaki que disseca a fantasia

08 de May de 2026 Publicado | Traducido del español

Masayuki Miyaji, formado diretamente sob a tutela de Hayao Miyazaki no Studio Ghibli, aplica um olhar documental aos seus mundos de ficção. Sua obsessão pela biologia e pela física do voo, herdada de seu mestre, combina-se com um movimento de câmera que bebe do cinema europeu para criar uma animação que parece tangível mesmo nos cenários mais irreais.

Um close-up de Masayuki Miyaji desenhando um grifo alado, com esboços anatômicos e notas de voo atrás dele.

Animação com rigor científico: biologia e mecânica de voo ✈️

Em obras como Xam'd: Memórias Perdidas, Miyaji desenvolve criaturas e veículos que parecem extraídos de um documentário de natureza. Cada ser obedece a regras biológicas internas: suas asas têm uma envergadura calculada para sustentar sua massa, e seus movimentos seguem princípios aerodinâmicos. Essa metodologia técnica, aplicada ao design de personagens e cenários, gera uma sensação de plausibilidade que ancora a fantasia a uma realidade quase tátil.

Quando seu chefe é Miyazaki e você fica obcecado por asas 🦅

Imagine trabalhar anos sob a sombra do cara que fez o Totoro voar com um sorriso. Pois Miyaji saiu de lá e decidiu que cada bicho alado em suas séries precisava de um manual de voo com diagramas de sustentação. Em Fuse: Memoirs of the Hunter Girl, os lobos não correm: eles deslizam com uma precisão que faria um engenheiro aeronáutico chorar. E a gente pensa: sério, cara? Tanta ciência para que no final o protagonista voe igualzinho no Ghibli?