Antes de que Lupin III se tornasse o ladrão simpático que todos conhecemos, houve um cara chamado Masaaki Osumi que tentou outra coisa. Como primeiro diretor da franquia, sua visão era mais sombria, influenciada pelo cinema noir francês e pelo jazz. Ele queria um tom sofisticado e cínico. A emissora de televisão não viu com bons olhos e o consideraram adulto demais para a época.
A animação que colidiu contra os limites da TV 🎬
Osumi aplicou técnicas de iluminação contrastada e enquadramentos de cinema noir nos primeiros episódios de Lupin Part 1. Sua equipe usou fundos mais detalhados e uma paleta de cores sóbrias, afastando-se do estilo brilhante de outros animes. No entanto, a produção era instável: os orçamentos apertados e o ritmo de exibição semanal forçaram mudanças. A direção do estúdio queria algo mais leve para atrair crianças, o que gerou tensões constantes.
Quando o jazz e o cinismo não vendem cereais 🎷
Acontece que fazer um anime sobre um ladrão que fuma e flerta com mulheres fatais enquanto toca um saxofone não era o que os executivos tinham em mente para a tarde de sábado. Osumi queria sofisticação; a emissora queria vender brinquedos. No final, o substituíram por um diretor mais complacente. Mas, ei, pelo menos ele deixou alguns episódios onde Lupin parece um espião francês deprimido em vez de um boneco.